Nossa história começa em 1882, durante uma grave crise social que pairava sobre a Sociedade Musical Nova Aurora, principalmente por discordância de ideais, onde resultou numa dissensão dos senhores músicos Joaquim Rosa, José Cyriaco, Alfredo Amaral, Luiz Quaresma, Cândido Coutinho, Firmino Torres e J. Almeida Torres Tibagy que, juntos decidiram deixar a Nova Aurora e fundar uma nova entidade.
Exatamente no dia de Natal, 25 de dezembro de 1882, no prédio número 10 da Rua do Sacramento, a mesma rua que a sedia até hoje, se reuniam os ilustres músicos, com o único objetivo, fundar uma instituição que abraçasse seus ideais. Naquela época, movidos por seus ideais abolicionistas, realizando assim, um forte movimento no sentido de ir contra a toda e qualquer manifestação que sinalizasse fatos relacionados à escravidão.
Além da parte musical, que era uma fonte de mensagens em resposta a estas atrocidades, reuniões secretas dos abolicionistas, aconteciam na sede da Lyra.

Cinco anos depois de sua fundação, uma sede oficial foi conquistada, afirmando o potencial do grupo e todo o movimento de resistência à escravatura. Constantemente o local era alvo de invasões e até confrontos físicos aconteciam. Por muitas vezes, escravos fugitivos foram acobertados em sua sede, a fim de aguardar um momento oportuno para seguir viagem ao quilombo mais próximo.
Todas as ações que prezavam pela integridade dos negros, eram realizadas com muito empenho, chegando ao ponto de alguns integrantes, se passarem por senhores de engenho, onde compravam os escravos mais velhos e após isso, cartas de alforria eram entregues.
Cinco anos depois de sua fundação, uma sede oficial foi conquistada, afirmando o potencial do grupo e todo o movimento de resistência à escravatura. Constantemente o local era alvo de invasões e até confrontos físicos aconteciam. Por muitas vezes, escravos fugitivos foram acobertados em sua sede, a fim de aguardar um momento oportuno para seguir viagem ao quilombo mais próximo.
Todas as ações que prezavam pela integridade dos negros, eram realizadas com muito empenho, chegando ao ponto de alguns integrantes, se passarem por senhores de engenho, onde compravam os escravos mais velhos e após isso, cartas de alforria eram entregues.
Sempre lutando contra as desigualdades e discriminações sociais, a Sociedade mantem até hoje em seu estatuto, uma cláusula inédita para época de sua fundação, considerada atrevida e afrontosa pela aristocracia: “permitir a admissão de membros sem a distinção de sexo, religião, credo político e cor”.
